D E S T A Q U E

CULINÁRIA ÁRABE: UMA VISAO GERAL SOBRE OS PRATOS PRINCIPAIS DE CADA PAÍS

A culinária árabe (em árabe: مطبخ عربي ) é a culinária dos árabes, definida como as várias cozinhas regionais que abrangem o mundo árabe, do...

6 NOMES DE CIDADES DO EGITO, DECIFRADOS!

 

View from Kempinski Nile Hotel | c. Big Guy Big World

Ao longo dos séculos, o Egito foi o lar de muitas culturas e muitas civilizações, abrigou religiões e renegados, amantes e não amáveis. Como resultado, o Egito tornou-se um cata-vento de diversidade, com nomes de cidades variando do latim ao árabe, do grego ao inglês. Seja uma língua da antiguidade ou uma que ainda usamos hoje, o Egito se lembra de todas elas na forma do Cairo.

Cairo é tanto a capital do Egito quanto sua queridinha, com mais de oito distritos que vão do antigo ao moderno ao pós-moderno. Cada um tem uma identidade única, um sentido único de si mesmo; Maadi é para os sonhadores, para os floristas, para os que se perdem em paz. Mohandessin é uma selva de concreto, rápida e impiedosa, um centro de barulho e conhecimento corporativo.

Mas há sempre um pouco mais para cada um deles. O mistério dos nomes...



AIN SHAMS

University of Ain Shams | c. PropertyFinder


Ain Shams é o mais previsível desta lista. Seu significado é “Olho do Sol” em árabe, já que o distrito agora fica no topo de um dos locais mais interessantes da antiguidade: a antiga Heliópolis. Para não ser confundida com a cidade moderna, a verdadeira Heliópolis foi o epicentro espiritual da adoração ao sol no antigo Egito. Hoje, Ain Shams é um dos bairros mais antigos do Cairo, contendo um número formidável de locais históricos.



EL MANIAL

Entrance to Cairo’s Manasterly Palace | c. Zeinab Mohamed via Flickr


El Manial é um feito de engenhosidade lírica e industrial; em árabe, significa nilômetro. O nilômetro particular que atravessa El Manial ainda está, em plena glória, ao lado do Palácio Manesterly. Muito antes da barragem de Aswan, os egípcios “inventaram um instrumento para medir as águas a fim de prever o comportamento do Nilo”. Nilômetros foram usados ​​tão cedo quanto 5.000 anos atrás, e variam em tipo. Apenas sacerdotes, faraós e, posteriormente, líderes árabes e romanos foram autorizados a supervisionar a construção e monitorar o uso de nilômetros.



CIDADE JARDIM - GARDEN CITY

Garden City c. Step Feed


Quando o Khedive Ismail se empenhou em europeizar o Cairo, nasceu a Cidade Jardim. Assim como o nome sugere, a maior parte de sua inspiração vem de países estrangeiros: com as ruas estreitas, outrora de paralelepípedos, que lembram Paris e Amsterdã, até os prédios baixos e a arquitetura inglesa. Sua paisagem, layout e atmosfera geral são uma prova dos arquitetos estrangeiros que trabalharam em seu início. Hoje, Garden City é considerado um dos subúrbios mais sonolentos do Cairo para os ricos e resignados.



HELIÓPOLIS

Heliopolis Korba | c. Isqan


Ao contrário de Ain Shams, esta Heliópolis tem muito pouco a ver com a cidade antiga. Em vez disso, seu nome – Heliópolis, que significa “Cidade do Sol” em grego – é uma homenagem a uma das pedras angulares do culto religioso do Egito. Construído em 1905 pelo industrial belga Édouard Empain e por Boghos Nubar, filho do primeiro-ministro egípcio Nubar Pasha, é agora a ponte do Cairo para assentamentos mais modernos. Entre os habitantes locais, Heliópolis é conhecida como Misr El Gedida ou o Novo Egito. Ele fala dessa conexão entre uma cidade outrora antiga e seu equivalente moderno.



MAADI

Maadi | c. Fraigo via Flickr


Maadi é, assim como Garden City, um dos locais mais tranquilos do Egito. O nome deriva da cultura pré-histórica do Baixo Egito, Buto Maadi. É creditado a um subúrbio ao norte do delta, onde seu homônimo permanece na forma de um distrito do Cairo. Os assentamentos no Baixo Egito são mais bem preservados do que seus homólogos, e é em grande parte por isso que o Maadi contemporâneo é famoso por sua ligação íntima com o passado.

A cultura ressurgiu em ondas com as fases Naqada I e II no alto Egito, mas a cultura permanece intimamente ligada ao próprio Maadi hoje – onde foi mais famosa.



SHUBRA

Shubra | c. TiogaTalk via Blogspot


Shubra é um nome irônico para um dos maiores distritos do Cairo. Shubra, derivado do copta, pretendia significar pequena vila ou cidade. Embora fosse, desde o início, hoje Shubra é um notório gigante, repleto de prédios e barulho, um local animado que nenhum residente do Cairo pode ignorar em uma lista como esta.



Deixe nos comentários qual você mais gostou ou se você tem algum lugar específico que gostaria que falássemos aqui.


por Mona Abdou para Egyptian Streets

traduçao de Cris Freitas para Universo Árabe



COMO CUIDAR DA BELEZA NO EGITO

 




Muitos segredos de beleza dos egípcios modernos são inspirados nos antigos egípcios. É realmente interessante ver como essas práticas foram preservadas ao longo de gerações e sobreviveram à migração e colonização.


Cultura de salão de beleza


Visitar Salões regularmente é muito grande no Egito. Há uma abundância de salões em todos os lugares e os preços são muito razoáveis. Muitos vão optar por fazer o cabelo semanalmente. Obtendo manicures e pedicures também é uma escolha popular. Os tratamentos faciais regulares também estão aumentando em demanda.

Eu recomendaria o filme 'Caramel' para quem quer aprender mais sobre a cultura do salão na região MENA, é incrivelmente preciso.


Delineador de olhos Kohl



Os antigos egípcios costumavam aplicar kohl para fins de purificação e para se proteger de qualquer mal. Minha avó aplica kohl diariamente, ela faz em casa, para fins de purificação. A maioria das garotas hoje em dia vai aplicá-lo para fazer seus olhos parecerem mais intensos. É definitivamente o meu passo favorito da minha rotina de maquiagem, faz uma diferença tão boa. 


Lavagem de água com limão

Mergulhar os cabelos em água com limão os torna brilhante, faça como enxágue.


Hena

Hena é uma tintura de cabelo natural e também fortalece o cabelo e faz bem.  As múmias da realeza egípcia, TODAS elas tinham o cabelo tingido com henna.

Os desenhos de henna também são muito populares, especialmente em ocasiões especiais ou feriados religiosos. 

Algumas pessoas também gostam de aplicar henna nas unhas, você acaba com unhas laranjas avermelhadas.


Azeite de oliva, óleo de argônio (argan) e óleo de rícino


Óleos puros e naturais são muito populares no Egito, mas especialmente os 3 mencionados acima. O óleo de rícino é proveniente de fazendas egípcias, é comumente usado para crescer o cabelo e também é usado nos cílios e sobrancelhas. O azeite é, mais comumente, da Palestina, é muito usado na culinária devido aos seus benefícios para a saúde, também é usado como óleo capilar ou como hidratante corporal. Obtemos nosso óleo de argônio do Marrocos, é comumente usado para o cabelo e em máscaras faciais.


Açucar


A cera depilatória famosa. Para fazer a pasta você só precisa de açúcar, mel e limão, é tudo natural. Foi usado pela primeira vez pelos antigos egípcios e agora pelos egípcios modernos, é menos doloroso do que depilar e esfolia o corpo e remove as células mortas da pele. 


Água de rosas


Existem muitos usos para a água de rosas. Também é ocasionalmente usado para cozinhar. A água de rosas pode ser usada como hidratante ou spray facial. A água de rosas também é usada para acalmar após a depilação. Também é um ingrediente comum em máscaras. É um ingrediente maravilhoso e está na cômoda de praticamente todos os egípcios.


Hammam marroquino e Ghassoul - banhos marroquinos tipo sauna


Embora tecnicamente seja uma prática marroquina, é muito comum em todo o norte da África e no Oriente Médio. 

Hammas marroquinos consistem em sentar em uma sauna a vapor e você recebe um pouco de ghassoul, é um tipo de sabão feito de argila das montanhas do Marrocos, você também recebe algumas luvas esfoliantes.

Primeiro, você esfolia o corpo, depois lava o cabelo, a argila ghassoul pode ser aplicada em todo o corpo, rosto e cabelo como uma máscara. Ocasionalmente, a henna é usada no cabelo. Massagens com óleo de argônio depois também são muito comuns.


Almíscar e Jasmim

Estes são dois dos aromas mais populares no Egito, entre homens e mulheres. Eles geralmente são aplicados na forma de um óleo de fragrância.


Creme Nivea


Nivea é surpreendentemente popular no Egito. É usado diariamente em todo o corpo para hidratação.


Glicerina



Ácidos hialurônicos irmã mais quente. Esteve dentro de todas as casas egípcias em que já estive. Geralmente é o mesmo pote vermelho.





Óleo e creme Hammam



Hammam cream e hammam zeit são usados ​​para nutrir o cabelo antes de lavá-lo. Hammam zeit é feito no couro cabeludo, é feito aplicando um óleo, geralmente dos mencionados acima, no couro cabeludo. O creme Hammam é usado para o resto da haste do cabelo, você aplica uma máscara capilar nas pontas do cabelo. Ambos são feitos simultaneamente. Você então cobrirá seu cabelo com uma touca de banho / saco plástico e lave-o após algumas horas.


Evitando a exposição ao sol


Devido a modéstia, as pessoas tendem a evitar o sol completamente. A pele pálida é definitivamente o padrão de beleza que muitos querem e evitam se bronzear, o que, juntamente com o fato de que o corpo de muitas mulheres está coberto da cabeça aos pés, significa que quase nenhuma pele é exposta ao sol. No lado positivo, as taxas de câncer de pele são bastante baixas. Do lado negativo, muita falta de Vitamina D... 


Abraçando seus cachos - Transição capilar


Isso é bem novo, mas tenho notado cada vez mais egípcias abraçando seus cachos, foi apenas alguns anos atrás quando as pessoas alisavam seus cabelos quimicamente porque essa era a tendência, então é bom ver as pessoas não lutando contra seus cachos e danificando seus cabelos. 


Mel


Sempre me disseram quando criança para tomar uma colher de mel por dia por seus benefícios à saúde. Também é usado como hidratante e em máscaras e ocasionalmente em banhos. Diz-se que Cleópatra costumava mergulhar em um banho cheio de leite e mel para fins esfoliantes e hidratantes.


Incenso e mirra


Eles são mais comumente embebidos em água e bebidos diariamente. eles têm inúmeros benefícios para a saúde e são incrivelmente bons para sua pele e cabelo também. Eles também são ingredientes comuns em máscaras. Ocasionalmente, eles serão usados ​​como parte de bukhoors para purificar a casa.


Gel de aloe vera


Aloevera é usado para aliviar queimaduras solares e é misturado e aplicado na haste do cabelo. Muitas pessoas esfregam uma fatia de aloevera no rosto diariamente.


Máscara de amido de milho + água de rosas


É muito simples, apenas uma mistura de farinha de milho e água de rosas, tem um cheiro INCRÍVEL e deixa a pele super macia.



Tendências da moda


A moda modesta é principalmente inspirada na moda turca, além de muitas das principais tendências da moda serem muito populares aqui. Todo o visual boho chic/hippie pode ser visto em todo o Sinai, especialmente em Dahab. Nem todo mundo se veste modestamente, embora pareça. É sempre bom ver a cena da moda no Cairo e no Egito evoluindo.


Dieta + atividade física


Muita fruta fresca, muito pouca comida processada e comida nutritiva em geral. Natação e tênis são alguns dos esportes mais populares aqui.


Então essas foram algumas das dicas de beleza que as egípcias usam. Gostou? Deixe seu comentário.



por Cris Freitas para Universo Árabe



RUMI, POETA PERSA: CURTA BRIOGRAFIA


Photo Credit: Open Culture



Poeta, místico e mawlana (mestre): Rumi é um nome que a maioria dos estudiosos pós-modernos associa ao lirismo e à filosofia persas. Para o mundo ocidental, ele é o rosto e o pai da literatura do Oriente Médio; um homem tão versado em linguagem e ritmo que os épicos diádicos se inclinavam para ele.

Para muitos, Rumi é um sufi primeiramente: sempre nas graças da divindade e adoração, circulando seus escritos de volta às avenidas de pensamento mais específicas do Islam. O sufismo, a principal ideologia de Rumi como teólogo, é um ramo dedicado à “expressão mística da fé islâmica”, carregada de valores de ascetismo, oração e uma profunda apreciação pela criação em todas as suas formas.

Para a maioria, no entanto, Jalal al-Din Rumi é um enigma: ele é um poeta estranho que – pela graça da fortuna e habilidade – conseguiu reestruturar o pensamento místico e a literatura em todo o mundo muçulmano.


VIDA PREGRESSA

Nascido em 1207 dC no Afeganistão, filho do teólogo místico, autor e professor Baha al-Din Walad, a juventude de Jalal al-Din foi fortalecida com linguagem e religião. A estabilidade, porém, era um privilégio passageiro; seja devido a uma disputa com o governante afegão ou ao início dos ataques mongóis, a família foi obrigada a fugir de sua cidade nativa Balkh em 1218 dC.

Longa e árdua foi a jornada pelo Oriente Médio e, ao longo do caminho, Jalal al-Din foi sujeito à luta e à salvação. Diz a lenda que, em Nishapur, Irã, a família conheceu Farid al-Din Attar, “um poeta místico persa que abençoou o jovem Jalal al-Din”.


Estátua de Rumi na Turquia. Crédito da foto: Creative Commons Wikimedia


Logo após completar a peregrinação a Meca ao lado de seu pai, a família mudou-se para o oeste, viajando em direção à Anatólia (ou seja, ‘Rum’, de onde deriva o sobrenome Rumi). A Anatólia, que é mais comumente chamada de Turquia moderna, era uma promessa de paz e prosperidade e serviu para oferecer a Jalal al-Din exatamente isso por alguns anos.

Após a morte de seu pai em 1213 dC, Jalal al-Din assumiu seu cargo de professor em escolas religiosas locais, onde se familiarizaria com Burhan al-Din Muhaqqiq. Logo depois, Buhran al-Din se tornou uma figura chave em seu desenvolvimento e formação espiritual, apresentando Jalal al-Din a várias teorias místicas que ele havia desenvolvido no Irã.


SHAMS AL-DIN DE TABRIZ


Rumi e Shams juntos em um detalhe do  "Redemoinho Dervixe" por Shahriar Shahriari


Como todos os grandes mestres da linguagem, Rumi tinha uma musa: uma alma livre que encarnava o mais sagrado dos cultos. Shams al-Din de Tabriz, também conhecido como Shams al-Tabrizi, era um homem sem decoração; um dervixe que vagava pelas ruas de Konya carregando consigo o misticismo que Rumi perseguia tão ardentemente.

A reunião divisiva ocorreu em novembro de 1244 EC em uma rua síria, e entre suas personalidades espirituais esmagadoras, Shams e Rumi tornaram-se amplamente inseparáveis. Tão inseparáveis, de fato, que sua proximidade heterodoxa tornou-se motivo de preocupação; em sua paixão cega por Shams, Rumi havia negligenciado sua família e seus discípulos.

Até que uma noite, apenas três anos após o encontro, Shams al-Din de Tabriz desapareceu sem deixar vestígios ou uma palavra de seu paradeiro. Despedaçado, Rumi voltou-se para a poesia; um bálsamo calmante para os corações partidos. Foi apenas no século 20 que os estudiosos confirmam que Shams al-Din foi assassinado por ordem dos próprios filhos de Rumi.

Foi o amor e a fraternidade entre Rumi e Shams, no entanto, que foi o berço de sua poesia – seu ghazal: experiências de amor, saudade e perda. Seu filho observou que “[Rumi] encontrou Shams em si mesmo, radiante como a lua”.

É esse amor quase achiliano que trouxe Rumi ao seu ápice literário. Em uma coleção chamada A Poesia de Shams, Rumi delineou a ligação muito íntima entre religião, amor e Shams al-Din de Tabriz.


MAGNUM OPUS E LEGADO

A magnum opus de Rumi, ou mais apropriadamente sua obra mais famosa, foi seu épico didático Mas̄navī-yi Ma’nav (“Dísticos Espirituais”), “que influenciou amplamente o pensamento místico e a literatura em todo o mundo muçulmano”. 

Por meio do uso do persa e do árabe, além do esparso turco e do grego, o legado de Rumi se entrelaça com o do Irã e da Turquia. Sua influência, no entanto, permanece substancial em todo o Oriente Médio como um todo, chegando até o subcontinente indiano. No final do século 20, Rumi cimentou sua fama mundial, em um fenômeno global póstumo “com sua poesia alcançando ampla circulação na Europa Ocidental e nos Estados Unidos”.

Crédito: Wanda Books


Ao longo dos séculos, formou-se uma separação entre seu legado como poeta e seu estudo de longa data como teólogo. É importante lembrar que nas entrelinhas da literatura e Shams al-Din, permanece uma figura religiosa profundamente influente – que, até hoje, é um pilar do sufismo e do misticismo muçulmano.


Por Criss Freitas para Universo Árabe

COMO OS ÁRABES ANTIGOS FALAVAM EM POESIA

 

Uma cena de mercado árabe | Pintura de Franz Xaver Kosler


A poesia define os árabes; Isto não é um exagero. Ao longo dos séculos, o verso e a literatura caracterizaram as principais facetas da cultura árabe, em todos os momentos de suas civilizações tribais e imperiais.

Para os árabes pré-islâmicos, a poesia era um discurso – banal e casual. Como uma civilização oral, eles aperfeiçoaram o diálogo em verso, pesavam suas línguas com beleza sempre que podiam. Para os árabes, “a poesia é ativada na respiração”: não foi feita para ser escrita, mas para ser falada, interpretada, sentida e compreendida por meio da interação.

A Península Arábica era um centro para qasa'id oral (ou seja, longas odes) herdadas através da memória, muitas vezes retratando o deserto, acampamentos abandonados, as linhas tênues da vida e da morte e a experiência beduína. Histórias de amor proibidas, questões de classe e namoro e o desafio contínuo de limites socioculturais eram características desse nicho.



Um poeta árabe era uma figura pública.


Esses contadores de histórias estavam presentes em qualquer evento – ou sem motivo algum. Eles reuniram grandes audiências elaboradamente diversas e recitaram contos igualmente elaborados em métrica. Muitas vezes, os poetas se envolviam em uma batalha de inteligência e poética, improvisando beleza e ostentando realizações enquanto voavam verso por verso um contra o outro.


Pintura deRudolf Ernst



Khaled al-Masri, estudante de doutorado em Literatura Árabe no departamento de Estudos do Oriente Próximo da Universidade de Michigan, observa que “a poesia árabe tem sido uma manifestação indispensável da cultura árabe por mais de 15 séculos. Reflete os desenvolvimentos e conquistas históricas, sociais, políticas, filosóficas e literárias dos árabes.”

Os exemplos são muitos e todos dignos – embora alguns nomes sejam mais infames do que outros. Majnoon Laila ("Laila-Crazed") e Aantar são dois dos poetas e amantes dramáticos mais embelezados da Arábia.


Apresentando a biografia “Aantar Son of Shadad” | Crédito da foto: Middle East Eye


Como um homem negro, Aantar lutou contra a intolerância e o racismo com uma convicção de língua prateada e incandescente. Sua poesia era, por si só, uma manifestação contra o classismo e a escravidão; ele pegou o árabe e o transformou em uma arma, embelezou-o, usou-o para amar a todos e honrar os fortes. Ao pôr do sol de sua história, ele se casa com a mulher que cobiça e conquista o respeito merecido há muito tempo.

Majnoon Laila é o oposto perfeito de Aantar; nascido Quem Ibn al-Mulawwah, dedicou-se a poemas de amor e ghazal e uma garota chamada Laila. Infelizmente para ele, a história de What's termina em tragédia; ele é levado à loucura por seu próprio sentimentalismo, e sua doce sua Laila casou-se com um homem mais velho. Ainda assim, sua paixão não filtrada e incontrolável dele é um dos livros de história – um, até hoje, muitos árabes citam como exemplo de seu próprio amor sem limites.



Biografia de Mahmoud Darwish - Infância, realizações da vida ...


Mahmoud Darwish | Crédito da foto: Os famosos


 

Em meios mais modernos, os árabes politizaram sua poesia e a usaram na busca da nostalgia e do idealismo. O poeta de renome mundial Mahmoud Darwish continua sendo uma inspiração para muitas vozes palestinas que tecem entre o ruído branco e a opressão. Sua presença na esfera pública vem de mãos dadas com sua capacidade de narrar a beleza e usar a linguagem para desmistificar a realidade.

Hoje, isso permanece intimamente fiel às culturas árabes em todo o Oriente Médio. A poeta e ativista palestina Lena Khalaf Tuffaha lembra que a poesia é parte integrante da existência árabe e, na maioria das vezes, desliza para o ativismo.

“A poesia é uma bela forma de arte [e] uma forma de expressão”, explica Tuffaha no podcast The Poet Salon. Em sua experiência, os árabes pós-modernos continuam a tratar a poesia como uma forma de cidadania. Como alguém com uma herança poeticamente inclinada e um pai que sempre se encontrou na linguagem, Tuffaha não pode se separar da poesia.


“É difícil para mim imaginar como não fazer isso”, como não contar uma história em versos.


By Mona Abdou

traduzido Por Criss Freitas para www.universoarabe.com


 

Tatoo em Árabe - Aprecie a Vida!

 


Aprecie a Vida - Desenhos de Tatuagens Árabes

Como em quase todas as traduções, existem várias versões árabes possíveis da frase “apreciar a vida”. Os dois melhores candidatos seriam:


Apreciar a vida!

قدر الحياة  >> qaddir al-hayaat


Este seria o imperativo de “apreciar”, ou seja, “apreciar a vida!”. No entanto, o verbo qaddara também pode significar avaliar ou avaliar (ou seja, avaliar o valor ou valor de algo).


Além disso, a frase também poderia significar “ele valorizava a vida”, pois a linguagem escrita não faz diferença entre a forma imperativa e a forma do pretérito da terceira pessoa do singular (por outro lado, há uma diferença na pronúncia, mas isso é não refletido por escrito).

Pode-se adicionar os sinais diacríticos para garantir que a palavra seja pronunciada de uma maneira que não seja ambígua entre a forma imperativa e a forma do pretérito da terceira pessoa do singular:

Desta forma fica claro que é qaddir (imperativo) e não qaddara (3ª pessoa do singular pretérito).


قدِّر الحياة  >> qaddir al-hayaat

Aprecie a vida em árabe

Imprima: 




Para expressar “eu aprecio ​​a vida” em árabe se escreveria:

أنا أقدِّر الحياة >> ana uqaddir ul-hayaat

Imprima para seu tatuador adicionando o pronome Eu (أنا) :

imagem por Criss Freitas



Outra forma:


Estima pela vida

إعزاز الحياة >> i3zaaz ul-hayaat


Para imprimir!



i3zaaz significa “amor, afeto, consideração ou estima por algo”, então a tradução seria “estima pela vida” ou “ter uma grande consideração pela vida”. A palavra também pode significar “fortalecer, reforçar ou cativar”.


Design árabe para apreciar a vida


Se gostou e quer alguma palavra deixe nos comentarios!


por Criss Freitas para www.universoarabe.com



Como ser polido (educado) em árabe.

 

tfaDDale no dialeto libanes



Veja como usar em que situações deve-se usar a palavra tafaDDal:

tafaDDal - corresponde ao nosso "por gentileza" ou "a vontade" ou "por favor"



Tafaddal - polidez árabe


A palavra árabe تفضّل tafaDDal é uma expressão comumente usada e altamente versátil.


Dependendo do contexto, ele:


1. Expressa um convite para fazer algo:


Árabe convidando visitantes


تفضل اجلس واشرب شاي tafaDDal idjlis wa shrab shay – por favor, sente-se e beba um pouco de chá.


تفضل إلى الدكان tafaDDal ila d-dukkaan – por favor, dê uma olhada na minha loja.


تفضل إلى بيتي tafaDDal ila beiti – por favor, venha para minha casa.


2. Expressa aprovação/permissão de uma ação planejada:


R: ممكن اشوف المهمول الذهبي؟ mumkin ashuf al-mahmool al-dhahabi? – posso ver o celular dourado?

B: تفضّل tafaDDal! - Sim, por favor, vá em frente. / sim, por favor, fique a vontade.


3. Ao deixar outra pessoa passar primeiro (por exemplo, por uma porta).

Quando você vai atender a porta e pede para alguém entrar. Ou ainda oferece lugar para sentar-se...



4. Usado ao apresentar ou entregar algo:

No caixa do supermercado a pessoa que lhe entrega o troca usará esse frase:

"Aqui está seu troco."

تفضل هذه هدية صغيرة لك

tafaDDal, hadhihi hadeeya sagheera lak – aqui, um pequeno presente para você

 

Derivação

tafaDDal deriva da raiz árabe faDl, que significa “graça” ou “bondade”. A forma tafaDDala (tafa33ala) assume o significado de “ser tão gracioso, ser tão gentil”. Gramaticalmente falando, tafaDDal é a forma imperativa desta palavra, ou seja, “seja tão gentil!, seja tão gracioso!”. Se endereçado a uma mulher, deve ser alterado para tafaDDali. Se endereçado a um grupo, muda para tafaDDalu.


من فضلك

O árabe para por favor – من فضلك min faDlik – deriva da mesma raiz e significa literalmente “da sua bondade”, ou seja, se você atender ao meu pedido é por sua bondade que você está fazendo isso.




Pronúncia

Tafaddal - palavra árabe com muitos significados.


A palavra tafaDDal contém um som que às vezes é difícil para falantes não nativos de pronunciar, ou seja, o Daad. Além do mais, uma dupla ênfase é colocada nesta letra na palavra.

Em essência, o som D é uma versão mais fechada e enfática do nosso som D normal. O principal truque para acertar isso é perceber que o a que segue imediatamente esta letra precisa mudar para soar um pouco mais fechado (ou seja, não tão aberto quanto um som normal). Você pode ouvir o som do Daad algumas vezes aqui para ter uma ideia da pronúncia.

Uma coisa interessante a notar é que o Daad frequentemente muda para um som mais z em muitos dialetos; no entanto, nunca ouvi um falante fazer isso na palavra tafaDDal.


Agora é sua vez de tentar. Grave sua voz e vá treinando sua pronúncia!! 


por Cris Freitas para www.universoarabe.com

Resumo sobre a Culinária Árabe

 


Histórico da cozinha árabe, aspectos característicos, tradições e costumes.



A culinária árabe tem raízes pra lá de milenares. A região foi o berço da civilização e das primeiras tradições culinárias. Definir a origem da cozinha árabe é uma tarefa complicada, alguns acreditam que foi das civilizações que povoaram o "crescente fértil" (região da mesopotâmia, entre os rios Tigre e Eufrates) que se propagou para países vizinhos como Egito, Creta e Pérsia. Nesses rios, além da prática da pesca, já eram usados sistemas de irrigação que cultivavam legumes, cereais e frutas.Da criação do gado aproveitava-se muito o leite para fazer coalhada e outros derivados.



A antigüidade da culinária do Oriente Médio - Este artigo refere-se a um aspecto da cultura da antiga


Mesopotâmia (região que hoje corresponde, principalmente, ao território do atual Iraque), que, é dosmais importantes para compreensão desta civilização, e reflete, de certa maneira, o grau de complexidade alcançado por ela. Trata-se da culinária da antiga Mesopotâmia. Graças ao trabalho doProfessor J. Bottéro, reproduzido resumidamente no livro Ancient Iraq do Professor Georges Roux,
pode-se ter uma pequena e importante noção desta cozinha, cuja descrição foi encontrada em documentos do grande palácio de Mari, localizado em Tel Hariri, na Síria, referentes ao período entre1800-1700 a.C. Este palácio é conhecido pelos arqueólogos como "a jóia da arquitetura oriental arcaica".
A fama de sua beleza era tamanha, que o filho do rei de Ugarit (hoje Ras-Shamra, na costa Síria), apedido de seu pai, viajou 600 km com o único propósito de conhecer a "casa de Zimri-Lim," nome do rei que governava Mari naquele período. 

Segue, abaixo, alguns detalhes desta culinária, descritos com as próprias palavras do Professor Georges Roux; surpreendentes devido a variedade de alimentos, ao refinamento de seu preparo, bem como, a sua antigüidade, e, que, segundo J. Bottéro, pode ser considerada "a mais antiga culinária do mundo".
"A partir do período de Hamurabi (1800-1700 a.C.), a arte de preparar os alimentos ou de embelezá-los era perfeita e o cozinheiro (nuhatimmun) era um artista talentoso. Segundo os documentos encontrados nas ruínas de Mari, havia grande variedade de utensílios usados para o preparo dos mais diversos pratos.
Os alimentos podiam ser fervidos em água, algumas vezes misturados com gordura, no vapor, assados ou cozidos sobre brasas. Outro detalhe interessante era quanto a maneira de adicionar uma variedade de ingredientes na mesma mistura, produzindo, assim, sabores raros e apresentando iguarias perfeitas de maneiras apetitosas.

Os criados de Zimri-Lim serviam pratos acompanhados de variados tipos de carne vermelha, como a de boi ou vaca, carneiro, cabra, cervos e gazelas, bem como peixes, pássaros, aves domésticas, na maioria das vezes grelhadas ou tostadas. Estas carnes também podiam ser cozidas ou guisadas em caçarolas de barro ou em caldeiras de bronze, acompanhadas por ricos molhos condimentados com um sabor predominante de alho. Quanto aos vegetais, estes eram cuidadosamente preparados. Os mesopotâmicos apreciavam também sopas, diversos tipos de queijos, frutas frescas, secas ou cristalizadas, bolos delicadamente aromatizados de todas as formas e tamanhos, servidos com cervejas de diversas qualidades e vinho da Síria. Não há indicação exata do tempo de cozimento e da temperatura, e como não conhecemos o significado dos nomes Acadianos de certos alimentos, é impossível reproduzir estes pratos hoje em dia. Entretanto, esta culinária refinada que indubitavelmente é a ancestral da cozinha Árabe e Turca é outra prova da complexidade que a civilização mesopotâmica alcançou no início do segundo milênio".

História da Culinária Árabe

Originalmente, os árabes da península Arábica baseavam sua alimentação numa dieta de tâmaras, trigo, cevada, arroz e carne, com pouca variedade e uma ênfase em produtos similares ao iogurte, como o labne.
À medida que os povos semitas indígenas da península se expandiram pelo Oriente Médio e pelas
regiões vizinhas, seus gostos e ingredientes também variaram.

 

Sabores da Culinária Árabe

Existe uma forte ênfase nos seguintes itens, na culinária árabe atual:


Carne

Carneiro e frango são as mais usadas, enquanto carne bovina e de camelo também são usadas com menor intensidade, juntamente com outros tipos de pássaros e, nas áreas litorâneas, peixes. Carne de porco nunca é comida - para os árabes muçulmanos é tanto um tabu cultural quanto é um alimento proibido sob a lei islâmica, enquanto os cristãos árabes também evitam o alimento, possivelmente por  não ter desenvolvido o gosto por ele. O carneiro é o principal animal consumido. Sua carne é assada ou guisada, normalmente recheada e ricamente temperada. A carne de cabrito também chega às panelas, assim como a galinha e o peru. A carne de cabrito, a galinha e o peru também são apreciados.

Laticínios


Amplamente utilizados, especialmente as variedades do iogurte e o queijo branco. Manteiga e creme de leite também são utilizados com fartura.

 

Ervas e especiarias

Menta e tomilho (freqüentemente numa mistura chamada de za'atar) são muito disponíveis e usados constantemente; as especiarias são menos utilizadas do que na culinária indiana, porém a quantidade e os tipos geralmente variam de região para região. Algumas das ervas e especiarias utilizadas são o gergelim, o açafrão, o açafrão-da-índia, o alho, o cominho, a canela e o sumagre. Uma mistura de especiarias muito comum é o baharat.

 

Bebidas


Bebidas quentes são mais consumidas do que as frias; o café ocupa o topo da lista, especialmente nos
países do golfo Pérsico, embora o chá seja servido na maioria dos países árabes. No Egito o chá é a bebida mais importante.

 

Grãos


O arroz é um alimento básico, usado para a maior parte dos pratos, e o trigo é a principal fonte usada nos pães, também muito consumidos. Na falta de carne, ganham destaque os grãos, como o trigo, a lentilha, a ervilha, o grão-de-bico e o arroz. O bulgur e a semolina também são muito utilizados. Favas são típicas do Egito, presentes no fool midammis, sopa bem grossa à base de feijão, servida normalmente durante o café da manhã.

 

Legumes

As lentilhas são amplamente consumidas, juntamente com as favas e o grão-de-bico.

Frutas e outros vegetais


Esta culinária também utiliza muito diversos vegetais, como por exemplo o pepino, a berinjela, aabobrinha, o quiabo, a cebola além de frutas, especialmente as cítricas. Estes vegetais costumam ser usados como temperos ou entradas. Azeitonas são importante na culinária árabe, juntamente com tâmaras, figos e romãs. São preparados recheados e em conserva, Na Síria e no Líbano, eles recebem o nome de mehchi; na Turquia, dolmas; na Grécia, dolmathes; no Irã, dolmeh. Entre os principais legumes usados estão a abobrinha, repolho, folha de videira ou de parra, acelga, tomate, pimentão e berinjela.

Vegetais em conserva, os kabees ou torshi são muitos populares e servidos como entrada ouacompanhamento. São essenciais na culinária árabe.
Técnicas agrícolas transformaram o deserto em férteis campos verdes, onde crescem uvas, figos, romãs, ameixas, damascos, amêndoas, pistaches, avelãs, pinhões, tâmaras, azeitonas, goiabas, mangas, laranjas, bananas, abacates e melões. As frutas são encontradas nos mercados ao natural, cristalizadas e secas.
São usadas no preparo de bolos, pudins, caldas, geléias, saladas, ensopados de carne, doces, refrescos, xaropes e licores.



Nozes


Pinhões, amêndoas e pistaches são muito consumidos. 

Folhas verdes


A salsa e a hortelã são populares como temperos em diversos pratos, enquanto o espinafre e o córcor (chamado de molokhia, em árabe) são usados noutros. Largamente apreciados também são as verduras e os legumes recheados e em conserva, os quibes e esfihas, as frutas secas e a coalhada.

Molhos


Os mais populares incluem diversas combinações de azeite, suco de limão, salsa, alho e tahini (pasta de grão-de-bico). O labaneh, uma espécie de iogurte mais fino, costuma ser temperado com hortelã, cebola e alho, e servido como molho em diversos pratos.
As favas são típicas do Egito, presentes no fool midammis, sopa bem grossa à base de feijão, servida normalmente durante o café da manhã e o falafel, que já faz parte dos cardápios de outras nações árabes.

Peixe


É abundante no litoral do Oriente Médio. Os principais: salmonete, o peixe-espada e a sardinha marinados. Os pratos são temperados com uma rica seleção de especiarias e molhos. Na mesa, todos são regados a azeites de oliva.

Especiarias


São muito utilizadas na culinária árabe para dar sabor ou perfume aos alimentos. As mais utilizadas são semente de anis, alcaravia, cravo-da-índia, cominho, gengibre, sumagre, noz-moscada, macis, semente de gergelim, alho, cebola, snubar e pimenta-da-jamaica. Entre as ervas são usados manjericão, coentro, endro, funcho, manjerona, hortelã, salsa, alecrim e salva, açafrão e cardamomo. E como aromatizantes o almíscar, âmbar, água de rosas e água de flor de laranjeira. É comum cada país possuir seu próprio mix de especiarias, encontrado já pronto no comércio. Os sírios fazem a bahar e a pimenta síria, que geralmente leva cravo, canela, noz-moscada, gengibre, pimenta-da-jamaica e pimenta-do-reino preta e branca.. Na Jordânia e no Líbano, existe a zahtar, mistura de folhas de zahtar, manjerona, tomilho, sementes de gergelim torradas e as bagas vermelhas e amargas do sumagre. Os iemenitas preferem a zhug, pasta de cardamomo, cominho, alho e malagueta moídos que faz arder os lábios.

Ainda dentro de um conhecimento geral a respeito da culinária libanesa, destacamos produtos que não são comuns em nossas terras e ficaram praticamente restritos ao Oriente:

ÁGUA DE ROSAS e ÁGUA DE FLOR DE LARANJEIRAS (MA'WARD e MA'ZAHR) - Líquidos bastante perfumados, extraídos de flores e utilizados em doces e caldas.
 

ALMÍSCAR (MISK) - Resina vegetal utilizada para aromatizar doces
 

ARAK - Aguardente destilado de uvas e aromatizado com anis.
 

CARDAMOMO (HÂL) - Sementes utilizadas secas no café.
 

ESSÊNCIA DE ROMÃ (DIBS RUMMAN) - Xarope de suco de romã azeda, utilizado em substituição ao limão.
 

PIMENTA SÍRIA (BHAR) - Mistura de especiarias moídas, tais como: pimenta da Jamaica, pimenta do Reino preta e branca, canela, noz moscada e cravo.
 

PINHOLES (SNOUBAR) - Pinhões característicos do Mediterrâneo, cuja árvore precisa de cem anos para começar sua produção. Usado em ocasiões festivas nos recheios e decorações de pratos.
 

SUMAGRE (SUMMAC) - Pó com gosto bastante ácido, obtido da fruta com mesmo nome e usado para temperos de carnes.
 

ZÁHTAR - Especiaria composta por SUMMAC e SEMENTES DE GERGELIM
 

TOMILHO SECO - Usado como tempero em saladas, na coalhada seca ou acrescido de azeite de oliva e sal e comido com pão Árabe.

Junto com as sedas e especiarias vindas do extremo oriente, chegaram a Bagdá as massas e o sorvete. E, das cozinhas persas, passaram aos árabes, que os trouxeram para o ocidente. Da China veio o arroz, a cana-de-açúcar e algumas aves. A técnica do sorvete (do árabe, xarib) foi da China para a Índia e de lá para a Pérsia, onde há registros de que no séc. VI já se fazia sorvetes de água de rosas, frutas e pistaches.

A cozinha dos árabes do deserto, os primeiros muçulmanos, compunha-se de alimentação simples, de carne, poucos vegetais e pouquíssimo peixe. As conquistas muçulmanas puseram os árabes em contato com a cozinha bizantina e, através do comércio, com os produtos exóticos das já citadas China e Índia.
Desses povos os árabes herdaram seu fascínio pelas especiarias e por misturar o doce com o salgado.
É bom lembrar que os países árabes são muitos, estendendo por todo o norte da África e Oriente Médio, cada lugar com características próprias. Em geral, os países da costa do Mediterrâneo têm uma cozinha mais rica e variada, destacando-se o Marrocos, Argélia, Tunísia, Líbia, Egito, Líbano, Jordânia e Palestina. No receituário árabe, predominam cozidos e guisados.

Além da carne, são famosos na cozinha árabe o Babaganuj, um paté que, no Egito, é feito de berinjela assada, com tahine (pasta de gergelim), suco de limão, azeite e alho; o hummus bi tahine (pasta de grãode-bico) e o tabule, um prato libanês feito de trigo moído, com tomates, cebola,  hortelã e pepino, temperado com azeite e suco de limão. Essas pastas são  comidas com pão ou folhas.

No séc. VI os bizantinos já cultivavam, na Espanha, o arroz, mas foram os árabes que desenvolveram esse cultivo. Ziryab, escritor de Bagdá do século IX, deixou registrado como se comia na Espanha, sentados sobre almofadas ao redor da mesa baixa, servindo-se diretamente das bandejas, sem pratos individuais. Não usavam talheres, e tinham o pão como acompanhamento.

Molokheya* , um prato nobre da cozinha árabe, é originário do Egito. Servido habitualmente nos meses de verão e em ocasiões especiais de confraternização, este prato (refogado de frango e músculo) tem como importante característica a sua excepcional digestão. Também é praticamente o único prato da cozinha árabe que dispensa a presença de qualquer outra comida à mesa.

 



FALAFEL

 


Falafel*
ou tameya (Egito) - Também originário do Egito, o Falafel faz parte hoje do hábito alimentar de Sírios e Libaneses. Servido na forma de saladas ou enrolados no pão, esses "bolinhos", compostos basicamente de favas, grão de bico, pão, salsinha e especiarias, também são encontrados com freqüência em Israel e Nova York.



A fartura e a variedade de comida em uma mesa árabe, além de fazer parte de seu cotidiano, serve também para homenagear e mostrar o afeto do anfitrião ao seu convidado. Geralmente nestas ocasiões o anfitrião prepara um banquete que espera ser inesquecível e faz de conta que nada preparou de especial.
Por sua vez, os convidados devem comer além do seu habitual para demonstrar sua satisfação com a generosidade e hospitalidade do anfitrião.
Como contribuição dos árabes no tocante à gastronomia, temos plantas e especiarias que estão definitivamente incorporadas em toda a culinária do Ocidente.

Plantas: trigo, lentilhas, grão-de-bico, cana-de-açúcar, café, alho, cebola, dentre tantos outros.

Especiarias: açafrão, canela, gergelim, pimenta, cravo, noz moscada, cominho, páprica, coentro, cebolinha, salsa e hortelã, que valiam quase que seu peso em ouro e deram origem às grandes navegações nos séculos XV e XVI.



Na cultura árabe, a comida representa uma importante base para a comunicação, e as refeições são o centro dos encontros familiares e círculos sociais. A variedade de sua culinária é enorme e, embora não exista de fato o que denominamos de "cozinha árabe", por tratar-se de vários países árabes, podemos descobrir a riqueza e a peculiaridade dessas diversas cozinhas que imprimem suas tradições e História na gastronomia da região. Como, por exemplo, o carneiro assado da Arábia Saudita, que é resultado claro dos hábitos dos beduínos nômades dedicados ao pastoreio.

Se voltarmos no tempo e percorrermos a História da culinária árabe, saberemos, por exemplo, por que os povos dessa região têm na carne a base de sua alimentação, enquanto outros alimentos são consumidos em menor proporção, como as frutas frescas e hortaliças, ou, como os peixes ou frutos do mar, muito raros em suas mesas. Encontraremos, também, o leite de cabra e de camelo, e o gosto pelas especiarias, como acontece na elaboração da kafta, um tipo de almôndega, aromatizada com elas. A introdução das especiarias na cozinha árabe é resultado direto do comércio que eles faziam no
Mediterrâneo e lembram a intensa atividade comercial de uma época.

E é o sabor desses temperos, incorporados em sua cultura culinária ao longo dos tempos, que lhes confere a fama de cozinha aromática. Mas não apenas aromática, também de cozinha visual, que desperta o paladar no alegre colorido de seus pratos, além dos deliciosos aromas. Tudo isso, resultado da utilização de ervas frescas, como salsa, hortelã, coentro, alecrim, de condimentos como açafrão, noz moscada e canela, ou outros mais picantes como a harissa – uma pasta feita de pimenta malagueta, muito utilizada em receitas árabes.

Em alguns países, ainda são usadas as flores de laranja para aromatizar a água que servirá à preparação de pratos. Comparados à maioria dos doces ocidentais, a doçaria árabe é bem mais acentuada no açúcar, mas cai bem no gosto dos brasileiros, pois se assemelham na doçura à confeitaria portuguesa e às nossas compotas regionais e doces de fazenda. Uma iguaria da doçaria árabe muito conhecida no mundo inteiro é a Baklava, torta de massa folhada de origem turca. 

 

hummus

A importância dos grãos na culinária da região é enorme. Muitos pratos árabes, alguns deles muito conhecidos de nós, são à base deles, como o já citado falafel e o homus, feito com a pasta de grão-debico.


Já o peixe não representa um papel importante na cozinha árabe, pois esse tipo de alimento, sensível, se deteriora extremamente fácil no deserto quente. Somente em regiões ao longo das águas (Golfo Pérsico, Mediterrâneo, Nilo, Mar Vermelho, Oceano Índico) os peixes passam a ter significado.


Tradicionalmente, o pão é consumido em todos os países árabes, servindo, muitas vezes, não só como parte da refeição, mas, também, como substituto do talher. 
Mulher bedouina fazendo pão arabe no estilo tradicional

Com ele são pegas, em porções, as comidas degustadas, os molhos são absorvidos e os pratos esvaziados. O trigo, também, é base para outras iguarias da culinária árabe: o cuscuz (couscous) do Norte da África e o bulgur, que no Brasil familiarmente, chamamos de "trigo para quibe". Ambos, semelhantes no formato, sabor e forma de produção. 

 
cucuz marroquino
O cuscus é, talvez, uma das mais conhecidas iguarias árabes, produzido com semolina moída e úmida, de trigo, cevada ou milho. Embora as bebidas alcoólicas sejam proibidas, o Iraque tem tradição milenar no preparo da cerveja, inventada ali, quando aquela região era chamada de Mesopotâmia, e, até bem pouco tempo, mantinham muitas cervejarias artesanais.


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por Criss Freitas nos Emirados Arabes Unidos para www.universoarabe.com